Voluntários por um trânsito mais humano

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Com a conscientização de que, para ter respeito, é preciso respeitar, os bicianjos atuam de forma voluntária para ensinar os ciclistas a pedalar no trânsito

No dia 25/03/2013 o Jornal do Comércio veiculou uma reportagem muito legal sobre o grupo Bici Anjo de Porto Alegre.

Essa matéria é muito interessante pois foi realizada com o Cadu Carvalho e a Tássia Furtado. O Cadu realizou o Bici Anjo da Tássia, que agora também integra o grupo dos Bici Anjos, ajudando outras pessoas.

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Com a conscientização de que, para ter respeito, é preciso respeitar, os bicianjos atuam de forma voluntária para ensinar os ciclistas a pedalar no trânsito

  Eduardo Bertuol

Em um domingo de sol, o pai leva o filho ao parque para ensiná­-lo a andar de bicicleta. São várias tentativas sem êxito até conseguir manter o equilíbrio entre as duas rodas e, pronto, surge um novo brinquedo. Com a mesma empol­gação com que viu o filho dar os primeiros passos, o pai abre um sorriso ao ver a criança pedalar. Porém, andar pelas ruas exige um cuidado bem diferente.

As estatísticas mostram que os ciclistas de Porto Alegre precisam de ajuda para conseguir andar tranquilamente pela Capital. Se­gundo dados da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), apenas no ano de 2012, foram re­gistrados 277 acidentes envolvendo ciclistas. Desses, 276 ficaram feri­dos e cinco vieram a falecer. Para tentar reduzir essas estatísticas, Melissa Webster trouxe para Por­to Alegre a organização Bicianjos, ONG já existente em outros estados brasileiros, e até em outros países.

imagem reportagem

Na capital dos gaúchos desde maio de 2011, o grupo tem como  objetivo ensinar os ciclistas a se comportar com mais segurança em vias urbanas. Atualmente, possuem aproximadamente 15 voluntários realizando auxílios. Como não possuem uma sede, para solicitar ajuda é necessário preencher um formulário no site bicianjo.wordpress.com. Depois de confirmado o cadastro, os bi­cianjos recebem em seus e-mails o pedido e, de acordo com a proximidade e disponibilidade, um deles é selecionado para dar apoio ao ciclista.

A assistente de produção Tássia Furtado tinha o costume de andar de bicicleta na praia do Cassino e em Rio Grande, onde cursou faculdade, quando resol­veu usar a “magrela” para ir até o trabalho na Capital. Já que passa por vias movimentadas, como Oswaldo Aranha, Protásio Alves, Lucas de Oliveira e Nilópolis, e sem experiência em pedalar por Porto Alegre, Tássia procurou au­xílio. Descobriu a existência dos bicianjos e, curiosa, preencheu o formulário no site. “Desejava sa­ber se estava fazendo o melhor caminho e queria aprender a me comportar no trânsito”, revela.

Acompanhada pelo “anjo” Cadu Carvalho, aprendeu os seus direitos como ciclista e se interes­sou pelo projeto. O publicitário Carvalho faz parte da ONG desde junho de 2011 e já ajudou cerca de 10 pessoas. Amante da bicicleta, ele destaca que vê sua bike como um transformer. “Enquanto os

motoristas precisam dar voltas para achar um lugar para estacio­nar, com a bicicleta, basta apenas descer”, compara. Ele também res­salta que é importante que todas as pessoas tenham conhecimento do artigo 58 do

Código de Trânsito Brasileiro, que determina que o ci­clista circule nas vias urbanas de pista dupla, quando não houver ci­clovia, no mesmo sentido da via, e com preferência sobre os veículos.

Tássia foi “abençoada” pelos ensinamentos de Carvalho e co­meçou a repassar o que aprendeu. “No começo, ajudava minhas ami­gas, pois elas queriam comprar uma bicicleta, mas tinham medo de andar pela cidade. Então, su­geri acompanhá-las e mostrar os melhores caminhos para fazer”, conta. Após prestar auxílios para pessoas conhecidas, ela entrou em contato com Melissa Webster e respondeu um questionário sobre segurança e leis no trânsito. Apro­vada, a voluntária já realizou mais de três assistências feitas pelo site em quase um ano como “anja”.

Criticados por muitos ciclistas, os motoristas não são os princi­pais culpados no ponto de vista de Tássia. “Indiferentemente do meio de transporte, a educação é algo fundamental. Se formos analisar, o pedestre é o mais mal-educado no trânsito. É como um instinto, a pessoa que é má dirigindo carro ou bicicleta será ruim em tudo”, ressalta. Sem levantar culpados, a ONG busca ensinar como termos um trânsito em paz.

dicas

Bici Anjo

No dia 16/06 foi realizado mais um Bici Anjo. O nosso “protegido”,  Léo, estuda na UFRGS (campus do centro) e informou que sempre utiliza a bicicleta para ir até as aulas, mas que em função do trânsito intenso da Osvaldo Aranha vem usando o corredor de ônibus e teme que quando as obras da Copa terminarem será mais complicado para pedalar.

Optamos por ir até o  Campus do Vale da UFRGS, pois o Léo também tem aulas lá e nunca havia ido pedalando, motivado pelo trânsito da Bento Gonçalves  ser mais intenso e com velocidade mais alta do que o caminho que realiza atualmente até o centro.

Pedalamos por cerca de duas horas, foi um passeio muito agradável, sem qualquer problema e o Léo se saiu super bem no trânsito.

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Bici Anjo realizado em 16/06

Boas pedalas a todos vocês!

Zero Hora testa o serviço voluntário Bici Anjo

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Você tem medo de andar de bicicleta nas ruas de Porto Alegre? Eu também tinha.

Só tirei o pó da minha magrela depois de descobrir um pessoal que zela pela segurança dos ciclistas que os procuram: os Bici Anjos. Não poderia ter nome melhor para esse grupo de voluntários que doa parte de seu tempo, seu conhecimento e sua prática para ensinar outras pessoas a pedalar com segurança. E de graça.

A iniciativa existe em outras cidades brasileiras, mas, em Porto Alegre, o grupo começou a funcionar em maio do ano passado. Atualmente, são 10 voluntários cadastrados para atender aos pedidos.

O publicitário Cadu Carvalho foi meu Bici Anjo em uma manhã de quinta-feira. Com ele, aprendi como o trânsito pode não ser tão assustador assim se o ciclista souber como se portar nas vias. São orientações práticas que me deixaram mais segura. Nos encontramos no Parcão, na esquina da Rua 24 de Outubro com a Av. Goethe, e pedalamos até o prédio de Zero Hora, na esquina das avenidas Ipiranga e Erico Verissimo.

Antes de partir, Cadu me passou informações básicas e, no trajeto, revelou outras manhas que ajudam a evitar acidentes. Ironicamente, se você sabe dirigir um veículo motorizado, leva vantagem no aprendizado (não é meu caso). Saber como o trânsito funciona é fundamental.

— Quando você consegue interagir com o motorista de uma maneira mais suave, é recíproco. Se você sabe se portar, vai se incomodar menos com as pessoas, e as pessoas vão lhe incomodar menos — explica Cadu.

Mas a primeira lição que os Anjos passam para os apreensivos alunos é também o que o editor do site Vá de Bike (www.vadebike.org), que desde 2002 orienta o internauta sobre o uso de bicicleta, salientou como a principal causa do medo dos ciclistas.

— Os motoristas ou as próprias pessoas que têm vontade de usar bicicleta não conseguem ver a bike compartilhando a rua com um carro. Isso se deve a uma questão cultural, de achar que a rua é feita só para os carros, que ela não é um espaço público que todas as pessoas podem utilizar. Você se sente como um invasor do espaço alheio – afirma o paulista Willian Cruz.

Por isso, quem está atrás do volante também precisa fazer sua parte. Segundo o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, o órgão está fiscalizando a lei que determina uma distância de 1m50cm ao ultrapassar uma bicicleta. Neste ano, já são 16 autuações, que rendem ao motorista quatro pontos na carteira e uma multa de R$ 85,13.

Por Priscila Martini

Fonte: Zero Hora

 

 

Quer pedalar na cidade? Chame um Bici Anjo!

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Assista a reportagem acima sobre o Bike Anjo de São Paulo para entender melhor como é o trabalho voluntário dos bike/bici anjos. Quer pedalar em Porto Alegre? Chame um Bici Anjo preenchendo esse formulário, entraremos em contato o mais breve possível!

Calcule as vantagens de ir de bicicleta!

O site EuVouDeBike tem uma calculadora que contabiliza alguns dos benefícios de utilizar a bicicleta como meio de transporte. Funciona assim: você indica quantos quilômetros existem entre sua casa e o trabalho/faculdade/etc e quantas vezes por semana faz esse trajeto. Abaixo aparece a distância total, calorias queimadas, redução de poluentes e economia de dinheiro em combustível, tudo por semana. Dá pra adicionar mais de um trajeto e enviar seu resultado para colaborar com o site.

Clique na imagem abaixo para conferir:

Intermodal Trensurb + Bicicleta

Muitos não sabem, mas é permitido transportar bicicletas nos trens da Trensurb. A iniciativa surgiu no início de 2008, e a partir daí foi sendo aperfeiçoada. Infelizmente, é difícil alguém conseguir fazer esse intermodal para ir trabalhar, pois nos horários de pico é proibido entrar com bicicleta no trem. O que é compreensível, pois estão lotados.

Eu já transportei a minha em um domingo até a Estação São Leopoldo, e não tive problemas. Ao esperar o trem, o ciclista tem que procurar um adesivo no chão que indica em que porta deve entrar com a bicicleta, que neste vagão terá um suporte para pendurá-la. Eu fiz isso e não tinha nada, sentei no banco e fiquei segurando ela.

O bom foi chegar em São Leopoldo e ver o número considerável de bicicletas estacionadas em um corrimão da entrada. A estação tem até um local fechado para estacionar bicicletas, mas estava fechado (talvez por ser domingo) e com cara de abandonado. Há uma ciclovia que liga os lados da Estação Unisinos com o Centro, embaixo de onde passa o trem. É escondida, sem sinalização e acaba no nada, mas tirando esses poréns até que é boa.

Horários que dá pra transportar bicicletas nos trens:

 

Para saber mais detalhes, confira no site da Trensurb.

Como ir de bicicleta pro trabalho (sem suor)

TRADUÇÃO:

Dica Verde: Como ir de bike pro trabalho (sem todo aquele suor)

Você quer pedalar até o trabalho mas tem medo de chegar toda suada?

Seguem algumas dicas para parecer e cheirar fresquinho.

#1: Leve uma camiseta

Levar uma camiseta para trocar antes de entrar no escritório.

Você perceberá que a maior parte do suor se concentrará na sua camiseta, especialmente se estiver carregando uma mochila.

Falando em suor, há uma razão pela qual as “bolsas carteiro” são mais utilizadas pelos ciclistas:

Menos suor que as mochilas!

#2: Refresque-se com lenços

Ter lenços de neném ou lenços faciais para limpar rapidamente as axilas antes de trocar a camiseta.

#3: Cubra a cabeça

Problemas com marca de capacete? (Porque eu sei que vocês sempre usarão capacete) Use uma bandana ou deixe crescer a franja!

E se você fica muito envergonhada de se trocar no trabalho passe no banheiro de uma loja ou lanchonete próxima e ninguém jamais saberá.

Fonte: Pedalinas

11 motivos para não pedalar na contramão

Parece ser um consenso informal que pedalar na contramão é a maior reclamação que existe contra os ciclistas urbanos. Até mesmo eu, que sou ciclista e não pedalo na contramão, me sinto incomodada quando vem um ciclista na direção contrária à minha. Geralmente tenho que parar pra ela/ele passar entre eu e a fila de carros, enquanto cuido no espelho se não tem ninguém atrás de mim, se posso freiar. Já vi até pessoas que não são ciclistas comentarem que pedalar na contramão deve ser mais seguro porque se consegue enxergar os carros.

Pois bem, isso não é verdade. O site Vá de Bike tem um ótimo texto (escrito por Willian Cruz) que explica os principais motivos. São eles:

1 – Não é mais rápido.

2 – Não é mais seguro.

3 – Não há tempo de reação.

4 – Em caso de colisão, os danos ao seu corpo serão bem maiores.

5 – É mais difícil evitar a colisão.

6 – Você surpreende os carros.

7 – Os motoristas não te vêem nos cruzamentos.

8 – Os motoristas não te vêem ao sair das vagas e garagens.

9 – Os motoristas não te vêem ao abrir as portas dos carros.

10 – Os pedestres não te vêem.

11 – Se quer ser tratado como veículo, porte-se como um.

Leia o texto completo com a explicação de cada motivo aqui.

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