Zero Hora testa o serviço voluntário Bici Anjo

Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Você tem medo de andar de bicicleta nas ruas de Porto Alegre? Eu também tinha.

Só tirei o pó da minha magrela depois de descobrir um pessoal que zela pela segurança dos ciclistas que os procuram: os Bici Anjos. Não poderia ter nome melhor para esse grupo de voluntários que doa parte de seu tempo, seu conhecimento e sua prática para ensinar outras pessoas a pedalar com segurança. E de graça.

A iniciativa existe em outras cidades brasileiras, mas, em Porto Alegre, o grupo começou a funcionar em maio do ano passado. Atualmente, são 10 voluntários cadastrados para atender aos pedidos.

O publicitário Cadu Carvalho foi meu Bici Anjo em uma manhã de quinta-feira. Com ele, aprendi como o trânsito pode não ser tão assustador assim se o ciclista souber como se portar nas vias. São orientações práticas que me deixaram mais segura. Nos encontramos no Parcão, na esquina da Rua 24 de Outubro com a Av. Goethe, e pedalamos até o prédio de Zero Hora, na esquina das avenidas Ipiranga e Erico Verissimo.

Antes de partir, Cadu me passou informações básicas e, no trajeto, revelou outras manhas que ajudam a evitar acidentes. Ironicamente, se você sabe dirigir um veículo motorizado, leva vantagem no aprendizado (não é meu caso). Saber como o trânsito funciona é fundamental.

— Quando você consegue interagir com o motorista de uma maneira mais suave, é recíproco. Se você sabe se portar, vai se incomodar menos com as pessoas, e as pessoas vão lhe incomodar menos — explica Cadu.

Mas a primeira lição que os Anjos passam para os apreensivos alunos é também o que o editor do site Vá de Bike (www.vadebike.org), que desde 2002 orienta o internauta sobre o uso de bicicleta, salientou como a principal causa do medo dos ciclistas.

— Os motoristas ou as próprias pessoas que têm vontade de usar bicicleta não conseguem ver a bike compartilhando a rua com um carro. Isso se deve a uma questão cultural, de achar que a rua é feita só para os carros, que ela não é um espaço público que todas as pessoas podem utilizar. Você se sente como um invasor do espaço alheio – afirma o paulista Willian Cruz.

Por isso, quem está atrás do volante também precisa fazer sua parte. Segundo o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, o órgão está fiscalizando a lei que determina uma distância de 1m50cm ao ultrapassar uma bicicleta. Neste ano, já são 16 autuações, que rendem ao motorista quatro pontos na carteira e uma multa de R$ 85,13.

Por Priscila Martini

Fonte: Zero Hora

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Uma resposta para “Zero Hora testa o serviço voluntário Bici Anjo

  1. quero ser bici anjo também, como faz?

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